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Aplica-se a SUSE Linux Enterprise Desktop 15 SP4

42 Problemas comuns e suas soluções

Este capítulo descreve uma gama de problemas em potencial e suas soluções. Mesmo se a sua situação não esteja listada aqui com precisão, poderá haver alguma semelhante que ofereça dicas para a solução do seu problema.

42.1 Localizando e reunindo informações

O Linux reporta os dados de forma bastante detalhada. Há vários lugares para você pesquisar caso tenha problemas com seu sistema, sendo que a maioria é padrão para sistemas Linux em geral, e alguns relevantes aos sistemas SUSE Linux Enterprise Desktop. É possível ver a maioria dos arquivos de registro com o YaST (Diversos › Registro de Inicialização).

O YaST permite coletar todas as informações de sistema necessárias à equipe de suporte. Use Outros › Suporte e selecione a categoria do problema. Quando todas as informações forem reunidas, anexe-as à sua solicitação de suporte.

Veja a seguir uma lista dos arquivos de registro verificados com mais frequência com a descrição de seus objetivos principais. Os caminhos contendo ~ referem-se ao diretório pessoal do usuário atual.

Tabela 42.1: Arquivos de registro

Arquivo de registro

Descrição

~/.xsession-errors

Mensagens de aplicativos de área de trabalho atualmente em execução.

/var/log/apparmor/

Arquivos de registro do AppArmor, consulte a Part V, “Confining privileges with AppArmor para obter informações detalhadas.

/var/log/audit/audit.log

Arquivo de registro do Audit para monitorar qualquer acesso a arquivos, diretórios ou recursos do seu sistema, bem como rastrear as chamadas do sistema. Consulte o Part VI, “The Linux Audit Framework” para obter as informações detalhadas.

/var/log/mail.*

Mensagens do sistema de correio.

/var/log/NetworkManager

Arquivo de registro do NetworkManager para coleta de problemas de conectividade da rede

/var/log/samba/

Diretório contendo mensagens do registro de cliente e servidor do Samba.

/var/log/warn

Todas as mensagens do kernel e do daemon do registro do sistema com o nível warning ou superior.

/var/log/wtmp

Arquivo binário contendo registros de login de usuário para a sessão da máquina atual. Exiba-o com last.

/var/log/Xorg.*.log

Vários arquivos de registro de inicialização e tempo de execução do X Window System. São úteis para depurar inicializações malsucedidas do X.

/var/log/YaST2/

Diretório contendo ações do YaST e seus resultados.

/var/log/zypper.log

Arquivo de registro do Zypper.

Além dos arquivos de registro, a sua máquina também lhe fornece informações sobre o sistema em execução. Consulte a Tabela 42.2: Informações do sistema com o sistema de arquivos /proc

Tabela 42.2: Informações do sistema com o sistema de arquivos /proc

Arquivo

Descrição

/proc/cpuinfo

Contém informações do processador, incluindo o seu tipo, marca, modelo e desempenho.

/proc/dma

Mostra quais canais DMA estão sendo usados no momento.

/proc/interrupts

Mostra quais interrupções estão em uso e quantas de cada foram usadas.

/proc/iomem

Exibe o status da memória de E/S (entrada/saída).

/proc/ioports

Mostra quais portas de E/S estão em uso no momento.

/proc/meminfo

Exibe o status da memória.

/proc/modules

Exibe os módulos individuais.

/proc/mounts

Exibe os dispositivos montados no momento.

/proc/partitions

Mostra o particionamento de todos os discos rígidos.

/proc/version

Exibe a versão atual do Linux.

Além do sistema de arquivos /proc, o kernel do Linux exporta informações com o módulo sysfs, um sistema de arquivos na memória. Esse módulo representa objetos Kernel, seus atributos e relacionamentos. Para obter mais informações sobre o sysfs, consulte o contexto de udev no Capítulo 29, Gerenciamento dinâmico de dispositivos do kernel com udev. A Tabela 42.3 contém uma visão geral dos diretórios mais comuns em /sys.

Tabela 42.3: Informações do sistema com o sistema de arquivos /sys

Arquivo

Descrição

/sys/block

Contém subdiretórios para cada dispositivo de bloco descoberto no sistema. Geralmente, esses dispositivos são de tipo de disco.

/sys/bus

Contém subdiretórios para cada tipo de barramento físico.

/sys/class

Contém subdiretórios agrupados como tipos funcionais de dispositivos (como gráficos, de rede, de impressora etc)

/sys/device

Contém a hierarquia global de dispositivos.

O Linux vem com várias ferramentas para monitoramento e análise do sistema. Consulte o Chapter 2, System monitoring utilities para obter uma seleção das mais importantes usadas em diagnósticos de sistema.

Cada um dos seguintes cenários começa com um cabeçalho que descreve o problema, seguido de um ou dois parágrafos apresentando sugestões para solução, referências disponíveis para consultar soluções mais detalhadas e referências cruzadas para outros cenários relacionados.

42.2 Problemas de boot

Problemas de boot são situações em que o sistema não é inicializado apropriadamente (não é inicializado no destino e na tela de login esperados).

42.2.1 Falha ao carregar o carregador de boot GRUB 2

Se o hardware estiver funcionando de forma adequada, é possível que o carregador de boot esteja corrompido e que o Linux não possa ser iniciado na máquina. Neste caso, é necessário consertar o carregador de boot. Para isso, é necessário iniciar o Sistema de Recuperação conforme descrito na Seção 42.5.2, “Usando o sistema de recuperação” e seguir as instruções na Seção 42.5.2.4, “Modificando e reinstalando o carregador de boot”.

Você também pode usar o Sistema de Recuperação para corrigir o carregador de boot da maneira a seguir. Inicialize a máquina da mídia de instalação. Na tela de boot, escolha Mais › Inicializar Sistema Linux. Selecione o disco que contém o sistema instalado e o kernel com as opções de kernel padrão.

Quando o sistema for inicializado, inicie o YaST e alterne para Sistema › Carregador de boot. Verifique se a opção Gravar Código de Boot genérico no MBR está habilitada e clique em OK. Esse procedimento corrige o carregador de boot corrompido sobregravando-o ou instala-o, se estiver ausente.

Outros motivos para a máquina não inicializar podem estar relacionadas ao BIOS:

Configurações do BIOS

Verifique o BIOS para obter referências sobre o disco rígido. O GRUB 2 pode não ser iniciado simplesmente porque o próprio disco rígido não foi encontrado com as configurações atuais do BIOS.

Ordem de boot do BIOS

Verifique se a ordem de inicialização do sistema inclui o disco rígido. Se a opção do disco rígido não tiver sido habilitada, o sistema talvez seja instalado de forma adequada, mas não seja inicializado quando o acesso ao disco rígido for necessário.

42.2.2 Não é exibido nenhum prompt nem tela de login

Isso costuma ocorrer após uma falha de atualização do kernel e é conhecido como pânico do kernel devido ao tipo de erro do console do sistema que às vezes se verifica no estágio final do processo. Se a máquina realmente tiver sido reinicializada após uma atualização de software, o objetivo imediato é reinicializá-la usando a versão antiga e segura do kernel do Linux e os arquivos associados. Isso pode ser feito na tela do carregador de boot GRUB 2 durante o processo de boot da seguinte forma:

  1. Reinicialize o computador usando o botão de reinicialização ou desligue-o e ligue-o novamente.

  2. Quando a tela de boot do GRUB 2 for exibida, selecione a entrada Opções Avançadas e escolha o kernel anterior no menu. A máquina será inicializada com a versão anterior do kernel e seus arquivos associados.

  3. Após a conclusão do processo de boot, remova o kernel recém-instalado e, se necessário, defina a entrada de boot padrão como o kernel antigo usando o módulo Carregador de Boot do YaST. Para obter mais informações, consulte Seção 18.3, “Configurando o carregador de boot com o YaST”. No entanto, isso talvez não seja necessário porque as ferramentas automatizadas de atualização normalmente o modificam durante o processo de rollback.

  4. Reinicialize.

Se isso não resolver o problema, inicialize o computador usando a mídia de instalação. Após a inicialização da máquina, prossiga com o Passo 3.

42.2.3 Não há login gráfico

Se a máquina ligar, mas não for inicializada no gerenciador de login gráfico, evite problemas com a opção de destino do systemd padrão ou com a configuração do X Window System. Para verificar o destino padrão atual do systemd, execute o comando sudo systemctl get-default. Se o valor retornado não for graphical.target, execute o comando sudo systemctl isolate graphical.target. Se a tela gráfica de login for iniciada, efetue login e inicie o YaST › Sistema › Services Manager (Gerenciador de Serviços) e defina o Default System Target (Destino do Sistema Padrão) como Graphical Interface (Interface Gráfica). De agora em diante, o sistema deverá ser inicializado na tela gráfica de login.

Se a tela gráfica de login não for iniciada mesmo depois de ter sido inicializada ou alternada para o destino gráfico, a área de trabalho ou o software do X Window provavelmente foi mal configurado ou estava corrompido. Examine os arquivos de registro em /var/log/Xorg.*.log para ver as mensagens detalhadas do servidor X enquanto ele tentava iniciar. Se a área de trabalho falhar durante a inicialização, talvez ela registre mensagens de erro no diário do sistema que possam ser consultadas com o comando journalctl (consulte o Capítulo 21, journalctl: Consultar o diário do systemd para obter mais informações). Se essas mensagens de erro sugerirem um problema de configuração no servidor X, tente corrigi-lo. Se o sistema gráfico ainda não aparecer, reinstale a área de trabalho gráfica.

42.2.4 Não é possível montar a partição Btrfs raiz

Se uma partição btrfs raiz for corrompida, tente as seguintes opções:

  • Monte a partição com a opção -o recovery.

  • Se isso não funcionar, execute btrfs-zero-log na partição raiz.

42.2.5 Forçar verificação de partições raiz

Se a partição raiz for corrompida, use o parâmetro forcefsck no prompt de boot. Esse procedimento passa a opção -f (forçar) para o comando fsck.

42.2.6 Desabilitar a troca (swap) para habilitar a inicialização

Quando um dispositivo de troca não está disponível e o sistema não consegue habilitá-lo durante a inicialização, pode haver falha na inicialização. Tente desabilitar todos os dispositivos de troca anexando as seguintes opções à linha de comando do kernel:

systemd.device_wants_unit=off systemd.mask=swap.target

Você também pode tentar desabilitar dispositivos de troca específicos:

systemd.mask=dev-sda1.swap

42.2.7 O GRUB 2 falha durante a reinicialização em um sistema de boot duplo

Se o GRUB 2 falhar durante a reinicialização, desabilite a configuração Fast Boot no BIOS.

42.3 Problemas de login

Há problemas de login quando sua máquina é inicializada na tela de boas-vindas ou no prompt de login esperados, mas se recusa a aceitar o nome de usuário e a senha ou os aceita mas não se comporta apropriadamente (não inicia a área de trabalho gráfica, produz erros, passa para uma linha de comando, etc).

42.3.1 Falha nas combinações de nome de usuário e senha válidas

Isso geralmente ocorre quando o sistema está configurado para usar autenticação de rede ou serviços de diretório e, por algum motivo, não pode recuperar os resultados de seus servidores configurados. O usuário root, como o único usuário local, é o único que ainda pode efetuar login nessas máquinas. Veja a seguir alguns motivos comuns para uma máquina parecer funcional, mas não conseguir processar logins corretamente:

  • A rede não está funcionando. Para obter mais instruções sobre isso, consulte a Seção 42.4, “Problemas de rede”.

  • O DNS não está funcionando no momento (o que impede o GNOME de trabalhar e o sistema de efetuar solicitações válidas a servidores seguros). Uma indicação de que esse é o caso é que a máquina leva muito tempo para responder a qualquer ação. Há mais informações a respeito desse tópico na Seção 42.4, “Problemas de rede”.

  • Se o sistema estiver configurado para usar Kerberos, o horário local do sistema poderá ter ultrapassado a variação aceita com o horário do servidor Kerberos (geralmente 300 segundos). Se o NTP (protocolo de horário de rede) não estiver funcionando de forma adequada ou os servidores NTP locais não estiverem funcionando, a autenticação do Kerberos não funcionará pois depende da sincronização comum do relógio na rede.

  • A configuração de autenticação do sistema está definida incorretamente. Verifique se há erros de digitação ou ordem incorreta de diretivas nos arquivos de configuração PAM envolvidos. Para obter informações adicionais sobre o PAM e a sintaxe dos arquivos de configuração envolvidos, consulte o Chapter 2, Authentication with PAM.

  • A partição pessoal está criptografada. Há mais informações a respeito desse tópico na Seção 42.3.3, “Falha de login na partição pessoal criptografada”.

Em todos os casos que não envolvem problemas de rede externos, a solução é reinicializar o sistema em um modo de usuário único e reparar a configuração antes de inicializar novamente no modo de operação e tentar efetuar login novamente. Para inicializar no modo de usuário único:

  1. Reinicialize o sistema. A tela de boot é exibida e apresenta um prompt.

  2. Pressione Esc para sair da splash screen e entrar no menu baseado em texto do GRUB 2.

  3. Pressione B para entrar no editor do GRUB 2.

  4. Adicione o seguinte parâmetro à linha com os parâmetros do kernel:

    systemd.unit=rescue.target
  5. Pressione F10.

  6. Digite o nome de usuário e a senha de root.

  7. Faça as mudanças necessárias.

  8. Inicialize no modo completo multiusuário e de rede inserindo systemctl isolate graphical.target na linha de comando.

42.3.2 Nome de usuário e senha válidos que não são aceitos

Esse é o um dos problemas mais comuns que os usuários podem encontrar, pois há vários motivos pelos quais isso pode ocorrer. Dependendo de você usar gerenciamento e autenticação de usuário local ou autenticação em rede, as falhas de login ocorrem por motivos diferentes.

O gerenciamento de usuário local pode falhar pelos seguintes motivos:

  • O usuário pode ter digitado a senha errada.

  • O diretório pessoal do usuário que contém arquivos de configuração da área de trabalho está corrompido ou protegido contra gravação.

  • Talvez haja problemas com o sistema X Window ao autenticar esse usuário específico, especialmente se o diretório pessoal do usuário tiver sido usado com outra distribuição do Linux antes da instalação da atual.

Para encontrar o motivo de uma falha de login local, proceda da seguinte maneira:

  1. Verifique se o usuário memorizou a senha corretamente antes de começar a depurar todo o mecanismo de autenticação. Se o usuário não se lembrar da senha correta, use o módulo Gerenciamento de Usuário do YaST para mudar a senha dele. Fique atento à tecla Caps Lock e libere-a, se necessário.

  2. Efetue login como root e consulte o diário do sistema com o comando journalctl -e para verificar se há mensagens de erro do processo de login e do PAM.

  3. Tente efetuar login de um console (usando CtrlAltF1 ). Se esse procedimento for bem-sucedido, não será responsabilidade do PAM, pois é possível autenticar o usuário nessa máquina. Tente localizar quaisquer problemas com o X Window System ou com a área de trabalho do GNOME. Para obter mais informações, consulte a Seção 42.3.4, “A área de trabalho do GNOME tem problemas”.

  4. Se o diretório pessoal do usuário foi usado com outra distribuição Linux, remova o arquivo Xauthority no diretório do usuário. Use um login de console por meio de CtrlAltF1 e execute rm .Xauthority como esse usuário. Isso deve eliminar problemas de autenticação X para o usuário. Tente o login gráfico novamente.

  5. Se não for possível iniciar a área de trabalho devido a arquivos de configuração corrompidos, continue na Seção 42.3.4, “A área de trabalho do GNOME tem problemas”.

Veja a seguir a lista dos motivos comuns de possível falha na autenticação de rede de um usuário específico em determinada máquina:

  • O usuário pode ter digitado a senha errada.

  • O nome de usuário existe nos arquivos de autenticação locais da máquina e também são fornecidos por um sistema de autenticação de rede, gerando conflitos.

  • O diretório pessoal existe mas está corrompido ou não disponível. Talvez ele esteja protegido contra gravação ou está em um servidor inacessível no momento.

  • O usuário não tem permissão para efetuar login neste host específico no sistema de autenticação.

  • A máquina mudou os nomes de host, por algum motivo, e o usuário não tem permissão para efetuar login nesse host.

  • A máquina não pode acessar o servidor de diretório ou o servidor de autenticação que contém as informações do usuário.

  • Talvez haja problemas com o sistema X Window ao autenticar esse usuário específico, especialmente se o diretório pessoal do usuário tiver sido usado com outra distribuição do Linux antes da instalação da atual.

Para localizar a causa das falhas de login com a autenticação de rede, proceda da seguinte maneira:

  1. Verifique se o usuário memorizou a senha corretamente antes de começar a depurar todo o mecanismo de autenticação.

  2. Determine o servidor de diretórios usado pela máquina para autenticação e verifique se ele está funcionando e se comunicando corretamente com as outras máquinas.

  3. Determine se o nome e a senha do usuário funcionam em outras máquinas para verificar se os dados de autenticação existem e são distribuídos apropriadamente.

  4. Verifique se outro usuário pode efetuar login na máquina com comportamento incorreto. Se outro usuário ou o usuário root puder efetuar login sem dificuldade, efetue login e examine o diário do sistema com o comando journalctl -e> arquivo. Localize as marcações de horário que correspondem às tentativas de login e determine se o PAM produziu alguma mensagem de erro.

  5. Tente efetuar login de um console (usando CtrlAltF1 ). Se der certo, o problema não é do PAM ou do servidor de diretórios no qual o diretório pessoal do usuário está hospedado, pois é possível autenticar o usuário nessa máquina. Tente localizar quaisquer problemas com o X Window System ou com a área de trabalho do GNOME. Para obter mais informações, consulte a Seção 42.3.4, “A área de trabalho do GNOME tem problemas”.

  6. Se o diretório pessoal do usuário foi usado com outra distribuição Linux, remova o arquivo Xauthority no diretório do usuário. Use um login de console por meio de CtrlAltF1 e execute rm .Xauthority como esse usuário. Isso deve eliminar problemas de autenticação X para o usuário. Tente o login gráfico novamente.

  7. Se não for possível iniciar a área de trabalho devido a arquivos de configuração corrompidos, continue na Seção 42.3.4, “A área de trabalho do GNOME tem problemas”.

42.3.3 Falha de login na partição pessoal criptografada

Recomenda-se o uso de uma partição pessoal criptografada para laptops. Se você não puder efetuar login no seu laptop, o motivo geralmente é simples: a sua partição pode não estar desbloqueada.

Durante a inicialização, é necessário digitar a frase secreta para desbloquear a partição criptografada. Se você não a digitar, o processo de boot continuará, deixando a partição bloqueada.

Para desbloquear a partição criptografada, faça o seguinte:

  1. Passe para o console de texto com CtrlAltF1 .

  2. Torne-se root.

  3. Reinicie o processo de desbloqueio novamente com:

    # systemctl restart home.mount
  4. Digite sua frase secreta para desbloquear a partição criptografada.

  5. Saia do console de texto e volte para a tela de login com AltF7 .

  6. Efetue login como de costume.

42.3.4 A área de trabalho do GNOME tem problemas

Se você tiver problemas com a área de trabalho do GNOME, há várias maneiras de solucioná-los no ambiente gráfico da área de trabalho. O procedimento recomendado descrito abaixo oferece a opção mais segura para corrigir uma área de trabalho do GNOME com problema.

Procedimento 42.1: Solucionando problemas do GNOME
  1. Inicie o YaST e alterne para Segurança e usuários.

  2. Abra a caixa de diálogo Gerenciamento de usuários e grupos e clique em Adicionar.

  3. Preencha os campos obrigatórios e clique em OK para criar um usuário.

  4. Efetue logout e login como o novo usuário. Isso gera um novo ambiente do GNOME.

  5. Copie os subdiretórios individuais dos diretórios ~/.local/ e ~/.config/ da conta do usuário antiga para os respectivos diretórios da nova conta do usuário.

    Efetue logout e login novamente como o novo usuário após cada operação de cópia para verificar se o GNOME ainda funciona corretamente.

  6. Repita a etapa anterior até encontrar o arquivo de configuração que provoca o erro no GNOME.

  7. Efetue login como o usuário antigo e mova o arquivo de configuração inválido para um local diferente. Efetue logout e login novamente como o usuário antigo.

  8. Apague o usuário criado anteriormente.

42.4 Problemas de rede

Quaisquer problemas do seu sistema podem estar relacionados à rede, mesmo que inicialmente não transmitam essa impressão. Por exemplo, o motivo para um sistema não permitir o login de usuários pode ser algum tipo de problema de rede. Esta seção apresenta uma lista de verificação simples que você pode aplicar para identificar a causa de qualquer problema de rede encontrado.

Procedimento 42.2: Como identificar problemas de rede

Ao verificar a conexão de rede da sua máquina, proceda da seguinte maneira:

  1. Se você usa uma conexão Ethernet, verifique o hardware primeiro. Verifique se o cabo de rede está acoplado corretamente no computador e no roteador (ou hub etc). As luzes de controle próximas ao seu conector Ethernet normalmente estão ativas.

    Se a conexão falhar, verifique se o cabo de rede funciona com outra máquina. Se funcionar, a placa de rede será a causa da falha. Se houver hubs ou switches incluídos na configuração da sua rede, eles também podem estar com defeito.

  2. Se estiver usando uma conexão sem fio, verifique se o link sem fio pode ser estabelecido por outras máquinas. Do contrário, contate o administrador da rede wireless.

  3. Após verificar sua conectividade de rede básica, tente descobrir qual serviço não está respondendo. Reúna as informações de endereço de todos os servidores de rede necessários na configuração. Procure-os no módulo YaST apropriado ou consulte o administrador de sistema. A lista a seguir mostra alguns servidores de rede típicos envolvidos em uma configuração juntamente com os sintomas de uma interrupção.

    DNS (serviço de nomes)

    Um serviço de nomes inoperante ou defeituoso afeta a funcionalidade da rede de várias maneiras. Se a máquina local depender de quaisquer servidores de rede para autenticação e esses servidores não forem encontrados devido a problemas de resolução de nome, os usuários não poderão nem efetuar login. As máquinas na rede gerenciadas por um servidor de nomes com defeito não podem ver umas às outras nem se comunicar.

    NTP (serviço de horário)

    Um serviço NTP defeituoso ou totalmente inoperante pode afetar a funcionalidade do servidor X e a autenticação Kerberos.

    NFS (serviço de arquivos)

    Se qualquer aplicativo precisar de dados armazenados em um diretório NFS montado, ele não poderá ser iniciado nem funcionar apropriadamente se esse serviço estiver inoperante ou mal configurado. No pior cenário possível, a configuração da área de trabalho pessoal de um usuário não será exibida se o seu diretório pessoal que contém o subdiretório .gconf não for encontrado por causa de um servidor NFS defeituoso.

    Samba (serviço de arquivos)

    Se qualquer aplicativo precisar de dados armazenados em um diretório em um servidor Samba defeituoso, ele não poderá ser iniciado nem funcionar apropriadamente.

    NIS (gerenciamento de usuários)

    Se o sistema SUSE Linux Enterprise Desktop usar um servidor NIS defeituoso para fornecer os dados dos usuários, os usuários não poderão efetuar login na máquina.

    LDAP (gerenciamento de usuários)

    Se o sistema SUSE Linux Enterprise Desktop usar um servidor LDAP defeituoso para fornecer os dados dos usuários, os usuários não poderão efetuar login na máquina.

    Kerberos (autenticação)

    A autenticação não funcionará e o login em qualquer máquina falhará.

    CUPS (impressão de rede)

    Os usuários não conseguem imprimir.

  4. Verifique se os servidores de rede estão em execução e se a configuração de rede permite estabelecer uma conexão:

    Importante
    Importante: Limitações

    O procedimento de depuração descrito abaixo aplica-se somente a uma configuração simples de servidor/cliente de rede que não envolva roteamento interno. Supõe-se que o servidor e o cliente integrem a mesma sub-rede sem necessidade de roteamento adicional.

    1. Use ping ENDEREÇO_IP/NOMEDEHOST (substitua pelo nome de host ou endereço IP do servidor) para verificar se cada um deles está ativo e respondendo à rede. Se esse comando for bem-sucedido, ele informará que o host que você estava procurando está em execução e o serviço de nomes da rede está configurado corretamente.

      Se o ping falhar com destination host unreachable, o seu sistema ou o servidor desejado não está configurado de forma adequada ou está inoperante. Verifique se o seu sistema está acessível executando ping endereço IP ou SEU_NOMEDEHOST de outra máquina. Se você conseguir acessar a sua máquina de outra máquina, significa que o servidor não está em execução ou não foi configurado corretamente.

      Se o ping falhar com unknown host (host desconhecido), o serviço de nomes não foi configurado corretamente ou o nome de host usado estava incorreto. Para obter mais verificações sobre esse assunto, consulte a Passo 4.b. Se o ping ainda falhar, significará que a placa de rede não está configurada de forma correta ou o hardware de rede está defeituoso.

    2. Use host NOMEDEHOST para verificar se o nome de host do servidor ao qual você está tentando se conectar foi apropriadamente convertido em um endereço IP e vice-versa. Se esse comando retornar o endereço IP do host, significará que o serviço de nomes está funcionando. Se houver falha nesse comando host, verifique todos os arquivos de configuração de rede relacionados à resolução de nomes e de endereços no seu host:

      /var/run/netconfig/resolv.conf

      Este arquivo é usado para controlar o domínio e o servidor de nomes que você está usando no momento. Ele é um link simbólico para /run/netconfig/resolv.conf e costuma ser ajustado automaticamente pelo YaST ou DHCP. Verifique se esse arquivo tem a estrutura a seguir e se todos os endereços de rede e nomes de domínio estão corretos:

      search FULLY_QUALIFIED_DOMAIN_NAME
      nameserver IPADDRESS_OF_NAMESERVER

      Este arquivo pode conter mais de um endereço de servidor de nomes, mas pelo menos um deles deve estar correto para fornecer a resolução de nomes para o seu host. Se necessário, ajuste o arquivo usando o módulo Configurações de Rede do YaST (guia Nome de host/DNS).

      Se sua conexão de rede é executada por DHCP, habilite o DHCP para mudar o nome de host e as informações de serviço de nomes selecionando Definir nome de host via DHCP (pode ser definido globalmente para qualquer interface ou por interface) e Atualizar Servidores de Nomes e Lista de Pesquisa via DHCP no módulo Configurações de Rede do YaST (guia Nome de host/DNS).

      /etc/nsswitch.conf

      Este arquivo informa ao Linux onde procurar informações de serviço de nomes. Ele deve ter a seguinte aparência:

       ...
      hosts: files dns
      networks: files dns
      ...

      A entrada dns é essencial. Ela informa ao Linux para usar um servidor de nomes externo. Normalmente, essas entradas são gerenciadas automaticamente pelo YaST, mas convém verificar.

      Se todas as entradas relevantes no host estiverem corretas, deixe o seu administrador de sistema verificar a configuração do servidor DNS para obter as informações de zona corretas. Se você verificou se a configuração DNS do seu host e o servidor DNS estão corretos, continue verificando a configuração da rede e do dispositivo de rede.

    3. Se o sistema não puder estabelecer uma conexão a um servidor de redes e você excluiu problemas de serviço de nomes da lista de possíveis responsáveis, verifique a configuração da placa de rede.

      Use o comando ip addr show DISPOSITIVO_DE_REDE para verificar se esse dispositivo foi configurado apropriadamente. Verifique se o endereço inet com a máscara de rede (/MÁSCARA) está corretamente configurado. Um erro no endereço IP ou um bit ausente na máscara de rede inutilizam a configuração de rede. Se necessário, execute essa verificação no servidor também.

    4. Se o hardware de rede e o serviço de nomes estiverem configurados apropriadamente e em execução, mas algumas conexões de rede externas ainda tiverem longos tempos de espera ou falharem totalmente, use traceroute NOME_DE_DOMÍNIO_COMPLETO_E_QUALIFICADO (executado como root) para controlar a rota de rede tomada pelas solicitações. Esse comando lista qualquer gateway (hop) que uma solicitação da sua máquina transmitir no caminho ao seu destino. Ele lista o tempo de resposta de cada salto e se esse salto é acessível. Use uma combinação de traceroute e ping para identificar o responsável e informar aos administradores.

Após identificar a causa do problema de rede, você mesmo poderá resolvê-lo (se o problema estiver na sua máquina) ou informar os administradores do sistema da rede sobre suas descobertas para que eles possam reconfigurar os serviços ou reparar os sistemas necessários.

42.4.1 Problemas no NetworkManager

Se você tiver problema com a conectividade da rede, restrinja-a conforme descrito no Procedimento 42.2, “Como identificar problemas de rede”. Se tudo indicar que a culpa é do NetworkManager, faça o seguinte para obter os registros com dicas sobre o motivo da falha do NetworkManager:

  1. Abra um shell e efetue login como root.

  2. Reinicie o NetworkManager:

    > sudo systemctl restart NetworkManager
  3. Abra uma página da Web, por exemplo http://www.opensuse.org, como usuário normal para ver se você consegue se conectar.

  4. Colete as informações sobre o estado do NetworkManager em /var/log/NetworkManager.

Para obter maiores informações sobre o NetworkManager, consulte o Capítulo 31, Usando o NetworkManager.

42.5 Problemas de dados

Problemas de dados ocorrem quando a máquina pode ou não inicializar corretamente, mas em ambos os casos, está claro que há dados corrompidos no sistema e que o sistema precisa ser recuperado. Essas situações exigem um backup dos seus dados críticos, permitindo que você recupere o estado anterior à falha do sistema.

42.5.1 Gerenciando imagens de partição

Às vezes é necessário fazer um backup de uma partição inteira ou até do disco rígido. O Linux possui a ferramenta dd, capaz de criar uma cópia exata do seu disco. Combinada ao gzip, faz você economizar espaço.

Procedimento 42.3: Fazendo backup e restaurando discos rígidos
  1. Inicie um Shell como usuário root.

  2. Selecione o seu dispositivo de origem. Normalmente, ele assemelha-se a /dev/sda (com a etiqueta SOURCE).

  3. Indique onde deseja armazenar sua imagem (com a etiqueta CAMINHO_BACKUP). Esse local deverá ser diferente do dispositivo de origem. Em outras palavras: se você fizer backup de /dev/sda, seu arquivo de imagem poderá não ser armazenado em /dev/sda.

  4. Execute os comandos para criar um arquivo de imagem compactado:

    # dd if=/dev/SOURCE | gzip > /BACKUP_PATH/image.gz
  5. Recupere o disco rígido usando os seguintes comandos:

    # gzip -dc /BACKUP_PATH/image.gz | dd of=/dev/SOURCE

Se você precisa fazer backup apenas de uma partição, substitua o marcador ORIGEM pela sua partição. Nesse caso, o seu arquivo de imagem pode usar o mesmo disco rígido, só que em outra partição.

42.5.2 Usando o sistema de recuperação

Há vários motivos para um sistema não ser inicializado ou executado apropriadamente. Um sistema de arquivos corrompido após uma falha do sistema, arquivos de configuração corrompidos ou uma configuração de carregador de boot corrompida são os mais comuns.

Para ajudá-lo a resolver esse tipo de situação, o SUSE Linux Enterprise Desktop oferece um sistema de recuperação que você pode inicializar. que consiste em um pequeno sistema Linux que pode ser carregado em um disco de RAM e montado como um sistema de arquivos raiz, permitindo acesso externo às partições Linux. Com o sistema de recuperação, você pode recuperar ou modificar qualquer aspecto importante do sistema.

  • Manipule qualquer tipo de arquivo de configuração.

  • Verifique se há defeitos no sistema de arquivos e inicie processos de reparo automáticos.

  • Acesse o sistema instalado em um ambiente de mudança de raiz.

  • Verifique, modifique e reinstale a configuração do carregador de boot.

  • Recuperar-se de um driver de dispositivo instalado incorretamente ou um kernel inutilizável.

  • Redimensione as partições usando o comando parted. Encontre mais informações sobre esta ferramenta no site GNU Parted na Web http://www.gnu.org/software/parted/parted.html.

É possível carregar o sistema de recuperação a partir de várias origens e locais. A opção mais simples é inicializar o sistema de recuperação a partir do meio original de instalação.

  1. Insira o meio de instalação na unidade de DVD.

  2. Reinicialize o sistema.

  3. Na tela de boot, pressione F4 e escolha DVD-ROM. Em seguida, escolha Sistema de Recuperação no menu principal.

  4. Digite root no prompt Rescue:. Não é necessário inserir uma senha.

Se a sua configuração de hardware não inclui uma unidade de DVD, você poderá inicializar o sistema de recuperação a partir de uma fonte na rede. O seguinte exemplo aplica-se a um cenário de boot remoto. Se você estiver usando outro meio de boot, como um DVD, modifique o arquivo info adequadamente e inicialize como em uma instalação normal.

  1. Insira a configuração do seu boot PXE e adicione as linhas install=PROTOCOLO://FONTE_INST e rescue=1. Se precisar iniciar o sistema de recuperação, prefira repair=1. Como em uma instalação normal, PROTOCOL significa qualquer um dos protocolos de rede suportados (NFS, HTTP, FTP etc.) e INSTSOURCE é o caminho da origem de instalação da rede.

  2. Inicialize o sistema usando Wake on LAN, conforme descrito na Section 13.5, “Using wake-on-LAN for remote wakeups”.

  3. Digite root no prompt Rescue:. Não é necessário inserir uma senha.

Ao acessar o sistema de recuperação, você pode usar os consoles virtuais acessando-os por meio das teclas AltF1 a AltF6.

Um shell e outros utilitários eficientes, como o programa de montagem, estão disponíveis no diretório /bin. O diretório /sbin contém utilitários de arquivo e rede importantes para análise e conserto do sistema de arquivos. Esse diretório também inclui os binários mais importantes para a manutenção do sistema, por exemplo, fdisk, mkfs, mkswap, mount, shutdown; e ip e ss para a manutenção da rede. O diretório /usr/bin contém o vi editor, find, less e SSH.

Para ver as mensagens do sistema, use o comando dmesg ou exiba o registro do sistema com journalctl.

42.5.2.1 Verificando e manipulando arquivos de configuração

Como exemplo de uma configuração que possa ser corrigida por meio do sistema de recuperação, suponha que você tenha um arquivo de configuração defeituoso que impeça a inicialização adequada do sistema. Você pode corrigir isso usando o sistema de recuperação.

Para manipular um arquivo de configuração, faça o seguinte:

  1. Inicie o sistema de recuperação usando um dos métodos descritos acima.

  2. Para montar uma sistema de arquivos raiz localizado em /dev/sda6 para o sistema de recuperação, use o seguinte comando:

    > sudo mount /dev/sda6 /mnt

    Agora, todos os diretórios do sistema estão localizados em /mnt

  3. Mude o diretório para o sistema de arquivos raiz montado:

    > sudo cd /mnt
  4. Abra o arquivo de configuração problemático no editor vi. Ajuste e grave a configuração.

  5. Desmonte o sistema de arquivos raiz no sistema de recuperação:

    > sudo umount /mnt
  6. Reinicialize a máquina.

42.5.2.2 Reparando e verificando sistemas de arquivos

Geralmente, não é possível reparar sistemas de arquivos em um sistema em execução. Se você tiver sérios problemas, talvez não consiga montar seu sistema de arquivos raiz e a inicialização do sistema poderá ser encerrada com kernel panic. Nesse caso, a única maneira será reparar o sistema externamente. O sistema inclui os utilitários para verificar e consertar os sistemas de arquivos btrfs, ext2, ext3, ext4, xfs, dosfs e vfat. Procure pelo comando fsck.SISTEMADEARQUIVOS. Por exemplo, se você precisar de uma verificação do sistema de arquivos btrfs, use fsck.btrfs.

42.5.2.3 Acessando o sistema instalado

Se você precisa acessar o sistema instalado do sistema de recuperação, faça isso em um ambiente raiz de mudança. Por exemplo, para modificar a configuração do carregador de boot ou executar um utilitário de configuração de hardware.

Para configurar um ambiente de mudança de raiz com base no sistema instalado, faça o seguinte:

  1. Dica
    Dica: Importar grupos de volume LVM

    Se você usa uma configuração LVM (consulte o Section 6.2, “LVM configuration” para obter mais detalhes gerais), importe todos os grupos de volume existentes para poder localizar e montar o(s) dispositivo(s):

    rootvgimport -a

    Execute lsblk para verificar qual nó corresponde à partição raiz. No exemplo, o nó é /dev/sda2:

    > lsblk
    NAME        MAJ:MIN RM   SIZE RO TYPE  MOUNTPOINT
    sda           8:0    0 149,1G  0 disk
    ├─sda1        8:1    0     2G  0 part  [SWAP]
    ├─sda2        8:2    0    20G  0 part  /
    └─sda3        8:3    0   127G  0 part
      └─cr_home 254:0    0   127G  0 crypt /home
  2. Monte a partição raiz pelo sistema instalado:

    > sudo mount /dev/sda2 /mnt
  3. Monte as partições /proc, /dev e /sys:

    > sudo mount -t proc none /mnt/proc
    > sudo mount --rbind /dev /mnt/dev
    > sudo mount --rbind /sys /mnt/sys
  4. Agora, você pode mudar a raiz para o novo ambiente, mantendo o shell bash:

    > chroot /mnt /bin/bash
  5. Por fim, monte as partições restantes no sistema instalado:

    > mount -a
  6. Agora, você tem acesso ao sistema instalado. Antes de reinicializar o sistema, desmonte as partições com umount -a e saia do ambiente de mudança de raiz com exit.

Atenção
Atenção: Limitações

Embora você tenha acesso total aos arquivos e aplicativos do sistema instalado, há algumas limitações. O kernel em execução é o que foi inicializado com o sistema de recuperação, e não com o ambiente de mudança de raiz. Ele suporta apenas o hardware essencial, e não é possível adicionar módulos do kernel do sistema instalado, a menos que as versões do kernel sejam idênticas. Verifique sempre a versão do kernel em execução (recuperação) com uname -r e, em seguida, descubra se existe um subdiretório correspondente no diretório /lib/modules no ambiente raiz de mudança. Em caso positivo, você poderá usar os módulos instalados, do contrário, precisará fornecer as versões corretas em outra mídia, como um disco flash. Na maioria das vezes, a versão do kernel de recuperação é diferente da que está instalada, portanto, não é possível simplesmente acessar a placa de som, por exemplo. Também não será possível iniciar uma interface gráfica de usuário.

Observe também que você sai do ambiente de mudança de raiz ao percorrer o console com as teclas AltF1 a AltF6.

42.5.2.4 Modificando e reinstalando o carregador de boot

Às vezes, não é possível reinicializar um sistema porque a configuração do carregador de boot está corrompida. As rotinas de inicialização não podem, por exemplo, converter unidades físicas em locais reais no sistema de arquivos Linux sem um carregador de boot ativo.

Para verificar a configuração do carregador de boot e reinstalá-lo, faça o seguinte:

  1. Execute as etapas necessárias para acessar o sistema instalado como descrito em Seção 42.5.2.3, “Acessando o sistema instalado”.

  2. Verifique se o carregador de boot GRUB 2 está instalado no sistema. Se não estiver, instale o pacote grub2 e execute

    > sudo grub2-install /dev/sda
  3. Verifique se os arquivos a seguir estão configurados corretamente de acordo com os princípios de configuração do GRUB 2, descritos no Capítulo 18, Carregador de boot GRUB 2, e aplique as correções, se necessário.

    • /etc/default/grub

    • /boot/grub2/device.map (arquivo opcional, presente apenas se criado manualmente)

    • /boot/grub2/grub.cfg (arquivo gerado, não o edite)

    • /etc/sysconfig/bootloader

  4. Reinstale o carregador de boot usando a seguinte sequência de comandos:

    > sudo grub2-mkconfig -o /boot/grub2/grub.cfg
  5. Desmonte as partições, efetue logout do ambiente de mudança de root e reinicialize o sistema:

    > umount -a
    exit
    reboot

42.5.2.5 Corrigindo a instalação do kernel

Uma atualização do kernel pode introduzir um novo bug capaz de afetar a operação do sistema. Por exemplo, um driver de parte do hardware no sistema pode estar com falha, o que o impede de acessá-lo e usá-lo. Nesse caso, reverta para o último kernel em funcionamento (se disponível no sistema) ou instale o kernel original pela mídia de instalação.

Dica
Dica: Como manter os últimos kernels após a atualização

Para evitar falhas na inicialização após uma atualização do kernel com defeito, use o recurso multiversão do kernel e indique ao libzypp quais kernels deseja manter após a atualização.

Por exemplo, para sempre manter os dois últimos kernels e o kernel atual em execução, adicione

multiversion.kernels = latest,latest-1,running

ao arquivo /etc/zypp/zypp.conf. Consulte a Capítulo 27, Instalando várias versões do kernel para obter mais informações.

Um caso semelhante é quando você precisa reinstalar ou atualizar um driver com defeito em um dispositivo não suportado pelo SUSE Linux Enterprise Desktop. Por exemplo, quando o fornecedor do hardware utiliza determinando dispositivo, como um controlador RAID de hardware, que precisa de um driver binário para ser reconhecido pelo sistema operacional. Normalmente, o fornecedor lança um DUD (Driver Update Disk — Disco de Atualização do Driver) com a versão corrigida ou atualizada do driver necessário.

Nos dois casos, você precisa acessar o sistema instalado no modo de recuperação e corrigir o problema relacionado ao kernel; do contrário, o sistema poderá não ser inicializado corretamente:

  1. Inicialize da mídia de instalação do SUSE Linux Enterprise Desktop.

  2. Se você estiver recuperando após uma atualização do kernel com defeito, ignore esta etapa. Se precisar usar um disco de atualização de driver (DUD), pressione F6 para carregar a atualização de driver depois que o menu de boot aparecer e, em seguida, escolha o caminho ou URL para a atualização de driver e confirme clicando em Sim.

  3. Escolha Sistema de Recuperação no menu de boot e pressione Enter. Se você usar o DUD, será solicitado a especificar o local em que a atualização de driver está armazenada.

  4. Digite root no prompt Rescue:. Não é necessário inserir uma senha.

  5. Monte manualmente o sistema de destino e mude a raiz para o novo ambiente. Para obter mais informações, consulte a Seção 42.5.2.3, “Acessando o sistema instalado”.

  6. Se você usar o DUD, instale/reinstale/atualize o pacote de driver do dispositivo com defeito. Sempre verifique se a versão do kernel instalada corresponde exatamente à versão do driver que está instalando.

    Se você estiver corrigindo uma instalação de atualização do kernel com defeito, poderá instalar o kernel original da mídia de instalação com o procedimento a seguir.

    1. Identifique o seu dispositivo de DVD com hwinfo --cdrom e monte-o com mount /dev/sr0 /mnt.

    2. Navegue até o diretório em que os arquivos do kernel estão armazenados no DVD, por exemplo, cd /mnt/suse/x86_64/.

    3. Instale os pacotes necessários kernel-*, kernel-*-base e kernel-*-extra de acordo com o seu tipo, usando o comando rpm -i.

  7. Atualize os arquivos de configuração e reinicialize o carregador de boot, se necessário. Para obter mais informações, consulte a Seção 42.5.2.4, “Modificando e reinstalando o carregador de boot”.

  8. Remova a mídia inicializável da unidade do sistema e reinicialize-o.